segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ALÔ, ALÔ, TERESINHA








Acabei de chegar do cinema, assisti ao documentário sobre o Chacrinha, um filme de Hoineff.

Eu preferiria ver o Chacrinha através de uma visão mais histórica, que pecoresse a trajetória dele, desde o rádio, etc. Mas talvez o modelo escolhido pelo diretor tivesse mais a ver com o estilo anárquico do Velho Guerreiro.
Saí um pouco com a sensação de que o argumento era coisa de homem... parecia que as preocupações maiores ali eram saber sobre a vida sexual das chacretes (e seus destinos), sobre os calouros buzinados (incrível como ele localizou alguns!) e colher uma ou outra opinião de cantores. Além de fofoca também percorrer a vida do próprio Chacrinha e sua paixão por Clara Nunes e por algumas das chacretes.
A pergunta final era: afinal, que era a Teresinha? Parece que era a irmã de Rosemary (você sabia que a Rosemary tinha uma irmã?) que era a garota propaganda das Casas da Banha, que patrocinava a Buzina do Chacrinha.De qualquer maneira, vale a pena ver o filme. A face meio perversa do Abelardo Barbosa está lá em buzinar e traumatizar calouros que, muitas vezes nem abriam a boca e já ganhavam o troféu abacaxi, também na generosidade em dar fama às chacretes (às quais ele deu nome, e promovia em seus programas) e a alguns cantores, que até se emocionaram durante o depoimento.
De fato, o Chacrinha era tropicalista, porque misturava Ney Matogrosso com Agnaldo Timóteo, Cazuza com Nelson Ned... e depois dele, nenhuma outra dançarina conseguiu tal notoriedade só por ser dançarina... as atuais nem têm nome e não marcam sua presença nos programas.
Penso que o espírito do filme ficou na participação de Biafra, cujo vídeo já é um dos campeões do You Tube. Ao cantar "Voar, voar..." e ser atropelado por uma asa delta, ele morre de rir e diz: "O Chacrinha colocaria no ar". E entrou.

Um comentário:

  1. Só conhecia a história de Chacrinha pelas histórias que meus avós e tios contavam,cheguie a dizer um dia: pelo menos é melhor que o faustão aos domingos!.
    A irreverência e o próprio visual é que despertam a curiosidade de muitos jovens hoje,pena que não são tantos que ainda param no sofá da sala para ouvir essas histórias,não sabem o que perdem.

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