sábado, 10 de junho de 2017

UMA NOVELA CHAMADA AVENIDA BRASIL



Terminei de ver a última novela politicamente incorreta da Globo que deu certo: Avenida Brasil. O box deixou a desejar na edição e praticamente o enredo, nele, se concentrou na trama principal: Carminha-Nina, embora sem trazer todas as frases da vilã que entraram para a história - e das quais me lembro até hoje, embora eu não tivesse acompanhado a Divino Story desde o primeiro capítulo (lembrei de Torquato Neto, "Não me acompanhe porque eu não sou novela" - e quem diria que ele foi colega de escola de Moreira Franco, mais conhecido como "gato angorá", apelido que foi dado a ele por Brizola...)
Não posso deixar de "dizer" que, em 2012, estava mais interessada em seguir as tuitadas geniais de Rita Lee no Twitter, do que em ver TV. Foi a própria Rita LitaRee_real que me jogou nas cenas do Divino, folhetim que ela adorava e ao qual sempre fazia referência naquela rede social. 

Não costumo comprar novelas recentes, a minha predileção são as das décadas 60/70, tenho muitas oriundas de gravações domésticas, nem sempre de boa qualidade - Dona Xepa, de 1977, nunca lançada pela Globo - e Beto Rockfeller - um marco de 1967, mas Avenida Brasil merece. O autor não conseguiu repetir o sucesso na outra que escreveu, para a mesma emissora, alguns anos depois, deixando a Avenida, para sempre, na memória dos fãs. Penso que o seu diferencial foi, excetuando os últimos capítulos, não ser maniqueísta, pois apesar de Carminha (Adriana Esteves Ótima) e Max (Marcello Novaes)  terem destruído a vida de Rita (Débora Falabella/Mel Maia), quando ela ainda era uma menina, a vingança cega e raivosa de Nina teve lances que não deixaram a dever a nenhum vilão... a trama poderia ter terminado tranquilamente quando Carmen Lúcia desmascarou Rita, mas a audiência resolveu alongar os capítulos... a maldade da megera mais amada do Brasil sendo punida com prisão e lixão deu o tom do país politicamente correto que já começava a se desenhar. Oi, oi, oi...


Talqualmente as novelas anteriores aqui comentadas, Carminha entrava no sarrafo, apanhando do "pai adotivo" (José Abreu) no lixão, do amante e também do marido Tufão (Murilo Benício) na mansão, deste último, somente depois que a sua carapuça caiu. O capítulo final foi feriado nacional (coisa que não se via há tempos...). A trama é sucesso até hoje, inclusive internacional, já tendo sido vendida para mais de 130 países, segundo o site http://memoriaglobo.globo.com/programas/entretenimento/novelas/avenida-brasil/curiosidades.htm

Carminha - a rainha dos memes!

A minha canção preferida da trilha original internacional: (A música nacional de que mais gostei? Adivinhem? Reza, de Rita Lee!)

Infiltrado – tema da Carminha
Composição: Juan Pablo Campodonico / Anibal Kerpel
Intérprete: Bajofondo


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